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Publicação de: Viomundo

Eu tenho medo de ter medo

o grito

 

Antes de começar qualquer discussão sobre política, cada um de nós, brasileiros, deveria usar uma introdução para lembrar, SEMPRE, que o Brasil deixou de ser uma democracia, e que, nesse contexto, toda discussão política muda radicalmente. Dito isso, vamos ao que interessa.

Se não há democracia, não se pode, simplesmente, falar de política; toda discussão política tem que ser de resistência à violação do Estado Democrático de Direito. Ponto.

O objetivo desta nota, pois, é divulgar uma declaração de princípios antes que este Blogueiro faça denúncia séria que só não será feita agora porque, em pleno Carnaval, contingente muito menor de pessoas tomaria conhecimento.

Porém, como a alma queima ante a ignomínia, a injustiça, a covardia do arbítrio, ante esse monstro corpulento que se agiganta a cada dia em nosso país, a espera para dizer o que me queima a alma terá que prosseguir por mais alguns dias.

Quero agora explicar em poucas palavras, então, por que é perda de tempo tentar me intimidar.

A explicação é muito simples: tenho medo de ter medo. É isso mesmo que você leu: quando se trata de ter medo, sou um covarde. Não por abraçar o medo, mas por querer fugir dele, pois sei que pode me destruir.

Não entendeu direito? Explico: eu sei que, se tiver medo, que se fugir do enfrentamento daquilo que acho que precisa ser enfrentado, nunca vou parar de fugir das vicissitudes que a vida impõe. Se tiver medo, serei um eterno derrotado.

Posso ser vencido por ser mais fraco, menos esperto ou por a disputa ter sido injusta. Mas se enfrentar, SEMPRE, todo arbítrio que se alevantar contra QUALQUER inocente, jamais serei derrotado. Só perde quem não luta. Eis por que lutarei sempre: por medo da rendição.

Publicação de: Blog da Cidadania

PT cobra demissão já de Padilha, “braço direito” de Temer: “Tornou-se insustentável”

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Héber Carvalho, do PT na Câmara, 24/02/2017

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), cobrou nesta sexta-feira (24) a imediata demissão do ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Segundo ele, a permanência de Padilha se tornou insustentável após a denúncia feita pelo jornalista Lauro Jardim, de que o melhor amigo de Michel Temer e ex-assessor especial da Presidência da República, José Yunes, entregou a Padilha um “pacote” com dinheiro proveniente de caixa dois.

De acordo com o jornalista, o montante foi entregue a Yunes pelo doleiro Lúcio Funaro, operador do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Padilha, “braço-direito” de Temer, pediu licença do cargo na quinta-feira (23) alegando problema na próstata.

A revelação de Yunes foi feita em delação espontânea prestada ao Ministério Público e confirmada em entrevista ao jornalista. O ex-assessor de Temer decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht. De acordo com o delator Cláudio Melo Filho, executivo da empresa, Michel Temer e Marcelo Odebrecht acertaram em 2014 o pagamento de uma propina de R$ 10 milhões ao PMDB. Desse total, cerca de R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes, em São Paulo. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira e ajudou a bancar a eleição de Cunha para a Câmara.

Segundo depoimento de Yunes, o doleiro Lúcio Funaro contou durante o encontro que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados. Uma vez eleito presidente, Cunha passou a sabotar o governo da presidente eleita Dilma Rousseff e aceitou um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, abrindo espaço para que Temer chegasse ao poder.

“Eu não saberia avaliar o problema de saúde dele (Eliseu Padilha) mas de uma coisa eu tenho certeza: ele tem que sair do ministério já. São tantas irregularidades e ilegalidades que não tem mais sentido a permanência dele na Casa Civil. Temer tem que demitir Padilha imediatamente, uma vez que ele operou recursos ilegais provenientes de propina”, afirmou Zarattini.

Na mesma linha de raciocínio, o deputado Bohn Gass (PT-RS) destacou que não discute a licença do ministro para o tratamento de saúde, mas defende uma investigação rigorosa sobre a denúncia.

“Do ponto de vista humanitário, desejo que ele se recupere rápido. Mas sobre a denúncia em que ele é acusado, espero uma investigação rigorosa. Afinal, não é qualquer pessoa que faz a acusação, é simplesmente o ex-assessor pessoal e melhor amigo do atual presidente”, observou.

Pelo Twitter, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ressaltou que a denúncia de José Yunes tem o poder de “estragar o carnaval de muitos golpistas que imaginaram um feriado tranquilo”.

Segundo ele, “com a nomeação de um aliado de Cunha para o Ministério da Justiça (Osmar Serraglio), Temer achou que as coisas ficariam mais calmas”. Em Brasília, circulavam rumores de que Cunha ameaçava delatar Temer e ministros caso o governo não o livrasse da prisão.

Sobre o escândalo gerado pela confissão do ex-assessor de Temer, Paulo Pimenta disse que “Bezerra da Silva vai ser hit do carnaval no Planalto”, reproduzindo refrão de um grande sucesso do sambista.

“Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão. Entenderam porque Serra fugiu ontem? ”, disse o parlamentar, também se referindo ao pedido de demissão de José Serra do ministério das Relações Exteriores.

Assim como Padilha, o senador tucano alegou problema de saúde e da mesma forma que o ministro licenciado da Casa Civil, José Serra também é delatado na Lava Jato. O senador do PSDB é acusado de ter recebido US$ 23 milhões em contas na Suíça, proveniente de propina paga pela Odebrecht.

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Publicação de: Viomundo

Homem forte da reforma da Previdência é conselheiro de uma das maiores empresas de previdência privada do País

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Homem forte da reforma da Previdência de Temer é denunciado por conflito de interesses

Marcelo Caetano, secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, é também conselheiro da Brasilprev, empresa que comercializa planos de previdência privada

por Tiago Pereira, da RBA, em 23/02/2017 

São Paulo – A central sindical Pública, que representa servidores públicos da ativa e aposentados dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), denunciou hoje (23) o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, por conflito de interesses. Segundo a entidade, Caetano, um dos principais articuladores da proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Temer, ocupa também cargo de conselheiro na Brasilprev, uma das maiores empresas de previdência privada do país.

A denúncia foi protocolada nesta manhã em Brasília, na Comissão de Ética Pública da Presidência da República. E será também encaminhada ao Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF).

A Brasilprev, segundo informações em seu próprio site, “é uma sociedade anônima de capital fechado que tem como acionistas a PFG do Brasil Ltda., sociedade pertencente ao Principal Financial Group, e a BB Seguros Participações S.A.” A Principal Financial Group é uma empresa de gestão de investimentos sediada nos Estados Unidos.

Previ - marcelo Caetano

Para o presidente da Pública, Nilton Paixão, há “flagrante inconsistência” na atuação do Marcelo Caetano como secretário da Previdência.

“Ele é conselheiro de uma empresa que tem por objetivo lucrar com planos de previdência privada complementar. Na verdade, ele é o redator dos interesses do sistema financeiro travestido de secretário da Previdência”, afirmou.

Segundo a entidade, outro forte indício de conflito de interesses da atuação de Caetano pode ser conferido na sua agenda pública como secretário, em quem manteve muito mais reuniões com representantes de fundos privados e instituições financeiras, inclusive com encontros com a própria Brasilprev, do que com representantes dos trabalhadores, afetados direitos pela mudanças pretendidas no regime de aposentadorias.

“Ficou claramente evidenciado o conflito de interesses, e que o estado brasileiro, nessa questão da Previdência foi capturado pelos interesses privados”.

Segundo Nílton, não há sequer qualquer tipo de pudor em tentar esconder a defesa desses tipos de interesses, com encontros que ocorrem “à luz do dia”.

O presidente da Pública afirmou, ainda, que pretende fazer a tradução da denúncia e encaminhá-la para organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

“Pretendemos fazer a denúncia na ONU, na OEA, na OIT, em todas as instâncias internacionais e divulgar para a imprensa estrangeira o que está acontecendo aqui no Brasil, que é a apropriação do interesse público pela sanha dos interesses privados e a sua busca pelo lucro.”

Denúncia Contra Marcelo Caetano à Comissão de Ética by Conceição Lemes on Scribd

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Publicação de: Viomundo

Reinaldo Azevedo está certíssimo, a esquerda vai voltar

reinaldo capa

José Reinaldo Azevedo e Silva, vulgo Reinaldo Azevedo, foi inventado pela revista Veja no início dos anos 2000. Era um jornalista sem expressão, famoso por seu carreirismo e pelas puxadas de tapete nas redações durante os anos 1990.

Azevedo formou-se em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, após frequentar o curso de letras na Universidade de São Paulo (USP). Foi trotskista na adolescência, durante a ditadura militar. Adulto, tornou-se crítico do comunismo e das ideias socialistas.

Foi redator-chefe das revistas Primeira Leitura e Bravo!, editor-adjunto de política da Folha de São Paulo, coordenador de política da sucursal de Brasília do mesmo jornal e redator-chefe do jornal Diário do Grande ABC, de Santo André, entre 1991 e 1993.

Também foi articulista da revista Veja até 7 de outubro de 2009, quando escreveu seu último artigo para a revista. Ainda mantém um blog hospedado no site da Veja.

Após sair das páginas impressas da revista, Azevedo tornou-se colunista da Folha e radialista da rádio Jovem Pan, onde faz intervenções no Jornal da Manhã e comanda o programa Os Pingos nos Is. Por fim, atua como comentarista especial do telejornal RedeTV! News.

Azevedo se deu bem. Até por volta de 2006, não existia. Chafurdava na Primeira Leitura, publicação sem leitores e importância, pertencente ao ex-ministro das Comunicações de FHC Luiz Carlos Mendonça de Barros. Quando a revista afundou – logo após se envolver no que ficou conhecido como “escândalo da Nossa Caixa”, que explodira um ano antes –, foi “acomodado” na Veja, talvez para não falar demais.

Só para constar, o escândalo envolvendo a Primeira Leitura, que Azevedo havia “comprado” do Mendonção, eclodiu em 2005. O Ministério Público de São Paulo recebeu denúncia anônima sobre irregularidades nas verbas de publicidade da Nossa Caixa.

A denúncia ganhou força após a Folha de S. Paulo divulgar indícios de que o governo Alckmin havia interferido no Banco Nossa Caixa em favor de deputados aliados ao governo na Assembleia Legislativa paulista. As verbas eram direcionadas principalmente para financiar anúncios em revistas e jornais dos aliados, como a rede de televisão Rede Vida e a revista Primeira Leitura, pilotada por Azevedo.

Como sempre, o MP e o Judiciário tucanos de São Paulo acobertaram tudo e tudo ficou por isso mesmo.

A longa apresentação desse indivíduo serve ao propósito de mostrar que não se trata de nada mais do que de um carreirista que enriqueceu e ganhou fama à sombra do poder e de métodos obscuros. Mas não se pode negar um mérito a Azevedo: é inteligente e usa muito bem a lógica.

Alguns consideram Azevedo um idiota por se levar a sério, mesmo não passando de um animador de auditório que considera a obra máxima da Criação ter inventado um insulto contra pessoas que acalentam ideologia – note bem, não um partido, mas uma ideologia – que ele tem como função profissional atacar.

O autoproclamado “Tio Rei” já foi uma espécie de Jair Bolsonaro do jornalismo, famoso pela truculência, pelos insultos racistas, misóginos, machistas e homofóbicos disfarçados por sua realmente notável inteligência e capacidade de enxergar a floresta em vez de somente algumas árvores.

De algum tempo para cá, porém, Reinaldo, assim como a Veja, vem sofrendo uma “transmutação” ideológica. Até por hoje estar escrevendo na Folha, que usa um verniz progressista como maquiagem de seu viés conservador, passou a repudiar o que batizou de “direita chucra”, ou seja, o público que o fez ganhar notoriedade.

Convenhamos: Reinaldo (agora o trataremos pelo primeiro nome) é o pai e a mãe dos bolsomínions, os filhotes de Bolsonaro que perderam o pudor de ser lixo. Imbecis semiletrados, machistas, homofóbicos, misóginos, reacionários e violentos que representam grande parte do que chamam de “macho latino”, que não se permite empatia, humanismo e outras “coisas de viado”.

Não dá pra entender por que Reinaldo está surpreso com a burrice de seus liderados.

Recentemente, ele foi à loucura ao ver esse bando de cretinos comemorando a agonia de Marisa Letícia Lula da Silva, em seu leito de morte.

reinaldo 1

Reinaldo não é bobo. Sabe muito bem que, por mais que existam (muitos) energúmenos por aí capazes de praticar atos de crueldade como ironizar a situação da falecida mandando-a pro SUS ou desejar logo a sua morte, a maioria fica enojada diante de atitudes como essa.

Analistas das pesquisas de intenção de voto para 2018 consideraram que os ataques a Marisa ajudaram Lula a assumir a liderança isolada da preferência do eleitorado na eleição presidencial do ano que vem.

Claro que não foi só esse fator que fez Lula crescer, mas foi um deles.

Reinaldo, desde há alguns meses, acompanhou a mudança de postura da Veja, agora muito menos reacionária e antipetista, ainda que continue reacionária e antiesquerda em geral, e passou a usar, reiteradamente, a expressão “direita chucra”.

Ele criou a organização desses imbecis, mas Bolsonaro se apropriou deles e, agora, constrói um projeto político para 2018 que pode acabar com os anseios dos patrões de Azevedo, os tucanos, aos quais serve com devoção desde o tempo em que o colocaram para avaliar cartas de leitores na Primeira Leitura – eu vivia trocando e-mails com ele, à época, para debater política.

Bolsonaro atrapalha os planos tucanos porque eles são considerados pouco reacionários, pouco truculentos, pouco atrasados política, cultural e socialmente. Reinaldo, então, abriu guerra contra os bolsominions, que, agora órfãos do “tio Rei”, foram buscar conforto no colo da “titia Joyce”, outra carreirista e alpinista social que fazia par com ele em um programa de web TV da Veja.

Recentemente, surgiu um episódio engraçadíssimo em que Joyce Hasselman, demitida da Veja por puxada de tapete de Azevedo – que argumentou com a revista que ela é bolsonarista e, assim, ameaçava a tucanada –, começaram a produzir vídeos um contra o outro, insultando-se mutuamente.

Ambos têm razão no que dizem, mas não vou gastar o tempo do leitor com as pirações da direita. O fato é que Reinaldo tem razão de sobra para se preocupar com os excessos dos bolsominions. Bolsonazi é o adversário ideal para Lula ou para quem ele indicar para disputar a Presidência em 2018. Abjeto, verdadeiramente nojento, contrapor-se a ele é como bater em cego.

Reinaldo teve um artigo publicado pela Folha nesta véspera de Carnaval que faz um prognóstico que não só endosso, mas complemento porque, apesar de boa inteligência, o “tio Rei” não é capaz de entender totalmente por que a esquerda irá voltar ao poder, apesar de sentir que isso irá acontecer.

Leia o artigo, continuamos em seguida.

A esquerda agradece à direita xucra que escoiceia

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Por Reinaldo Azevedo

Os grupos responsáveis que constituíram a base popular do movimento de impeachment deveriam agora é estar empenhados em construir alternativas, já pensando em 2018, que assegurassem a continuidade das mudanças a que o presidente Michel Temer deu início.

Para tanto, não é preciso paralisar a Lava Jato. Ela que prossiga nos limites da lei. Mais: o inventário do desastre petista, a sua herança, ainda não foi feito. Em vez disso, infelizmente, nós flagramos esses a que me refiro a insuflar, queiram ou não, a razia das forças políticas organizadas, cedendo ao alarido da direita xucra e dos messiânicos.

É pena! A economia exibe sinais modestos, mas consistentes, de recuperação. A simples perspectiva de ajuste no setor público começa a dar algum resultado. Mas ainda vai demorar até que a população comece a perceber os efeitos da melhora. Por enquanto, esses indicadores compõem os arcanos da macroeconomia, cartas que não costumam ser lidas pelos mais pobres, especialmente punidos pela recessão fabricada pelo petismo.

Com habilidade, o presidente Michel Temer tem logrado vitórias importantes no Congresso. E olhem que os dias não andam nada fáceis. Os que dependem de voto sabem haver uma diferença importante entre apoiar a PEC do teto de gastos e defender a reforma da Previdência; entre mudar as regras do pré-sal e emplacar mudanças importantes na legislação trabalhista. Ou por outra: está chegando a hora de o povo de carne, osso, opinião e urna participar do jogo.

Aposto que Temer irá até o limite das mudanças que o Congresso puder lhe oferecer. Mas as nuvens que se armam ameaçam jogar o país, mais uma vez, no colo das esquerdas. Tudo o mais constante, e não vai depender de acertos ou erros do presidente, é ao encontro delas que marchamos.

As maiores manifestações de protesto da história do país deram o suporte popular necessário ao impeachment de Dilma, o que obedeceu a todos os rigores da lei. Mas sabemos, e eu apontei isto muitas vezes nesta Folha, no meu blog e em todo lugar, que dois elementos bastante distintos se combinaram para resultar na deposição.

Os que coalharam as ruas de verde-amarelo lá estavam contra a corrupção; mal sabiam que diabo era “pedalada fiscal” –o crime de responsabilidade sem o qual a então presidente não teria caído.

Mantenho-me relativamente longe do bueiro do inferno em que se transformaram as redes sociais e páginas da internet que, embora se apresentem como jornalísticas, ou são miasmas do esgoto ou são expressões bisonhas do lobby de especuladores e bucaneiros.

Igualam-se na violência retórica, na irresponsabilidade, na ligeireza com que sentenciam pessoas à morte. Embora longe, é claro que acabo alcançado pelo fedor. Sempre há aquele que diz: “Viu o que falaram de você?”.

A extrema direita, a extrema burrice e o extremo oportunismo se uniram para me declarar, acreditem!, inimigo da Lava Jato. Acusam-me também de sabotar a manifestação de protesto –ou algo assim– do dia 26 de março, marcada por alguns dos grupos que apoiaram o impeachment.

A inconsistência da pauta é a melhor evidência de por que não deveria acontecer. Chamam de sabotagem uma crítica política legítima. Antes, no dia 15, haverá a marcha das esquerdas. Notas: eu seria adversário da Lava-Jato porque critico algumas decisões de membros do MPF e do juiz Sérgio Moro. Pois é. Não nasci para fazer hagiografias.

A esquerda agradece embevecida.

O conservadorismo responsável pode ainda se tornar a principal vítima da criminalização da política, promovida por irresponsáveis que se querem conservadores. Ademais, se não serve a política, que venha a porrada!

 

Reinaldo é PSDB, e PSDB é Temer – não PMDB, Temer.

Mas Reinaldo não entende tudo, o que não espanta. Ninguém excepcionalmente inteligente se julgaria tão importante por ter criado um insulto burro como “petralha”, que atribui desonestidade e burrice a todo esquerdista que pense diferente do autor do xingamento. Reinaldo é inteligente, mas está longe de ser excepcionalmente inteligente.

Para explicar o que Reinaldo não entende vale assistir a um vídeo que mostra por que os planos dos golpistas farão os brasileiros sentirem saudade do PT e, sobretudo, de Lula, o que, aliás, já começa a acontecer.

Como se vê, a fascistada que agora se abriga sob as asas da “tia Joyce”, do Bolsonazi, do MBL, do Vem Pra Rua e de outras manifestações mussolino-hiltleristas, gente que Temer comprou para tentar fazer a maioria dos brasileiros aceitar perda de direitos em geral, além dos trabalhistas, está mesmo achando que vai ter sucesso.

Na última quinta-feira, a coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de São Paulo, mostrou que os bolsomínions estão se suicidando com esses ataques aos direitos da maioria para beneficiar meia dúzia de capitães da indústria.


reinaldo 3

Não tem jeito de esse liberalismo genocida dar certo. Ouça o especialista entrevistado pela Globo News. Na entrevista dele, você entenderá por que o povo vai ficar extremamente irritado com os golpistas e, nesse momento, exigirá a volta da esquerda ao poder.

E a esquerda voltará através de Lula ou de quem ele indicar, se a ditadura conseguir impedir os brasileiros de votarem nele.

Publicação de: Blog da Cidadania

Fátima Oliveira: Botando fé na greve geral das mulheres por um mundo solidário

Mulheres -- marcello casal jr. abr

Botando fé na greve geral das mulheres por um mundo solidário

Fátima Oliveira, em OTEMPO

Médica – fatima.oliveira1953@gmail.com @oliveirafatima_

Os 107 anos da instituição do Dia Internacional da Mulher em 8 de março serão celebrados em diferentes partes do mundo em 2017 com a greve geral das mulheres. Não sem razão. A ideia central é usar a greve como ferramenta política para visibilizar demandas cruciais e dizer ao mundo que exigimos mudanças!

O Dia Internacional da Mulher foi proposto em 1910, na 2ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, organizada por Clara Zetkin (1857-1933) e Rosa Luxemburgo (1871-1919), tendo como eixo da luta pela emancipação feminina a igualdade de oportunidades no trabalho e na vida social e política – aspirações ainda atuais, tanto que a greve geral das mulheres defende “um feminismo mais amplo, que seja antirracista, anti-imperialista, ‘anti-heterossexista’ e antineoliberal, ao mesmo tempo que faça uma luta que não secundarize as pautas das mulheres negras, pobres, lésbicas, trans e queers”.

Via de regra, o mundo é hostil com as mulheres. O ranking do Fórum Social Mundial de 2015 informa que a Islândia é um dos melhores países do mundo para ser mulher, conquista alcançada a partir do Dia Livre das Mulheres islandesas em 24 de outubro de 1975, “dia em que 90% da população feminina deixou de trabalhar, fazer tarefas domésticas e cuidar dos filhos”.

Outro exemplo vem da Polônia, cuja legislação sobre aborto é de 1933; considerada uma das mais restritivas da Europa, “só permite a interrupção da gravidez em caso de estupro ou incesto, quando representa um risco para a saúde da mãe e quando o feto apresenta malformação grave”; e o Parlamento, com o apoio ostensivo da Igreja Católica, pretendia restringir ainda mais! Em 3 de outubro de 2016, as mulheres, vestidas de preto, decretaram greve, não apenas em Varsóvia, mas em muitas cidades. E em 6 de outubro saíram vitoriosas, pois o Parlamento arquivou a proposta de lei de proibição total do aborto!

Em 21 de janeiro passado, cerca de 500 mil pessoas protestaram na marcha das mulheres em Washington, e milhares de outras marcharam em diferentes cidades norte-americanas e do mundo contra a eleição de Trump e sua agenda conservadora.

Estima-se que mais de 3 milhões de pessoas marcharam! Para Douglas McAdam, da Universidade Stanford e pesquisador de movimentos sociais nos EUA desde a década de 70, “historicamente, o poder de movimentos sociais deriva de sua capacidade de perturbar a normalidade. Eles ainda podem fazer isso, mas marchas como as que vimos naquele sábado não perturbam – elas servem mais para expressar valores e, nesse sentido, podem ser úteis para o movimento”.

O sucesso da marcha das estadunidenses, um dos maiores protestos da história dos EUA, deu fôlego para que o feminismo mundial paute com mais vigor a luta contra a misoginia e o conservadorismo.

A ex-presidente Dilma Rousseff é uma entusiasta da greve geral das mulheres, vide trechos da convocatória feita por ela:

“Nós, no Brasil, estamos em sintonia com os movimentos de mulheres que ocorrem em todo o mundo, como, por exemplo, o movimento Ni Una a Menos, na Argentina, e a convocação de Angela Davis e Nancy Fraser, para uma greve feminista, nos EUA… É preciso, por isso, que todas as mulheres de diferentes matrizes religiosas, opção política, diversidade sexual, negras, brancas, de todas as etnias, se juntem a esse movimento para reagir aos reflexos da política neoliberal que avança sobre a democracia e fortalece discriminações e preconceitos. Em todo o mundo, as mulheres têm assumido a liderança na luta contra a barbárie e mostram sua força e determinação”.

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Publicação de: Viomundo

Marcelo Zero: “Entreguismo” poderá sepultar o golpe

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“Entreguismo” poderá sepultar o golpe

por Marcelo Zero

O golpe suscitou a criação de várias frentes de luta.

A primeira e mais óbvia é a luta pela restauração da democracia e do voto popular, a qual se expressa no combate contra o golpe continuado e o Estado de Exceção, que ameaça direitos civis e políticos e criminaliza estudantes, movimentos sociais e a oposição de um modo geral.

A segunda tange às lutas contra a desconstrução dos direitos sociais e o desmonte do Estado de Bem Estar inscrito na Constituição Cidadã de 1988.

Para complementar a emenda Constitucional nº 95, de 2016, que congelou os investimentos em saúde, educação, assistência social, ciência e tecnologia, etc. por 20 longos anos, crueldade inédita no mundo, agora socam goela abaixo do brasileiro a reforma da previdência, complementada pela reforma trabalhista.

Esta última, ao praticamente extinguir a proteção ao trabalhador assegurada pela CLT e permitir a jornada de trabalho de até 220 horas por mês, aumentará a precariedade laboral no Brasil e condenará boa parte da força de trabalho a uma espécie de subemprego legalizado.

Já a reforma da previdência, ao exigir quase meio século de contribuição para a aposentadoria integral e 25 anos para a aposentadoria mínima, tornará nosso sistema previdenciário o pior do mundo, com exigências situadas muito acima do que prevalece em países desenvolvidos, que têm população bem mais envelhecida que a nossa.

Subemprego em vida e aposentadoria na morte. Este será o destino dos trabalhadores do Brasil, especialmente dos menos qualificados.

A terceira frente de lutas, vinculada à segunda, diz respeito às lutas pelo crescimento econômico com distribuição de renda e combate à pobreza e pelo emprego e renda dos trabalhadores.

O modelo ultraneoliberal que o golpe intenta implantar consagraria um tipo de crescimento (se houver) excludente, com concentração de renda, aumento da pobreza relativa e absoluta e redução da participação dos salários no PIB.

No máximo, voltaríamos aos tempos da ditadura militar, quando boas taxas de crescimento foram acompanhadas pelo aumento estarrecedor da concentração de renda.

A previsão mais realista, porém, é que passemos a combinar taxas medíocres e voláteis de crescimento, com incremento avassalador da concentração dos rendimentos e aumento da pobreza.

Somente para este ano, o Banco Mundial projeta que até 3,6 milhões de brasileiros voltarão à pobreza, de onde tinham saído graças às políticas dos governos do PT.

Mas há também uma quarta frente de lutas. As lutas contra a erosão da soberania e o caráter antinacional do golpe. Com efeito, o golpe desencadeou uma série de ações medidas que colocam em xeque a soberania, o patrimônio e a economia nacionais.

A venda, a preços aviltados, das jazidas do pré-sal, sem a participação da Petrobras como operadora única, aliena nossa capacidade de investir nas gerações futuras, como era o intento dos governos do PT.

O fim da política de conteúdo nacional leva desespero e desemprego a vastos setores produtivos, especialmente à indústria naval. O impedimento do BNDES de emprestar cria grave entrave à retomada dos investimentos.

A ofensiva geral contra o crédito público e os bancos públicos coloca obstáculo praticamente intransponível à retomada do crescimento, pois a banca privada não vai soltar dinheiro numa situação de insegurança e recessão.

O desmonte da política externa “ativa e altiva”, particularmente do Mercosul, da Cooperação Sul-Sul e do BRICS, apequena o país e destrói um mercado externo importante para nossa indústria.

A retomada das negociações para o uso da Base de Alcântara pelo EUA, nos termos assimétricos propostos por aquele país, ameaça o projeto do veículo lançador de satélites e o programa espacial brasileiro.

A Lava Jato, por sua vez, destrói a construção civil pesada nacional, a exportação de obras brasileiras para o exterior e assesta golpe mortal contra o projeto do submarino nuclear e vários outros projetos estratégicos da defesa nacional.

Até mesmo o território, base do Estado-Nação, está em perigo. A anunciada medida provisória que permitirá a venda, em grande volume, de terras a estrangeiros para “atrair investimentos” suscita dúvidas sobre o domínio que o país poderá preservar sobre vários recursos estratégicos, como energia, alimentos e água.

A verdade é que tudo isso demonstra que o golpe tem como estratégia econômica o crescimento baseado no investimento privado estrangeiro, que aplicaria seu dinheiro essencialmente na compra de nossos recursos naturais (petróleo, terras, água, biodiversidade, etc.) e na privatização selvagem do patrimônio público. E demonstra também que o golpe tem como estratégia geopolítica colocar o Brasil, de novo, na órbita dos interesses dos EUA e aliados.

No fundo, é uma volta a um Brasil colônia, que passaria a se integrar às “cadeias internacionais de valor” somente como produtor de commodities para as metrópoles ou como hóspede de “maquiladoras”, como o México. No fundo, o golpe veio para vender o Brasil.

Mas já há reações claras contra essa forte vertente antinacional do golpe. Inclusive em setores que apoiaram o golpe. Empresários que dependem do crédito e do investimento públicos querem que o BNDES volte a propiciar crédito facilitado.

Até o pato da FIESP, que foi às ruas pelo golpe, agora começa a perceber que seus interesses podem ser contrariados e pede a retomada da política de conteúdo nacional e do programa Minha Casa Minha Vida em toda a sua dimensão.

Setores do empresariado que achavam que o custo do golpe recairia inteiramente nas costas dos trabalhadores, agora percebem que também podem ser chamados a “pagar o pato”.

Em sua ânsia de favorecer o capital financeiro e os investidores estrangeiros, seus grandes fiadores, o governo golpista começa a desagradar alguns setores produtivos cujos interesses são diferentes do rentismo e das empresas sócias do capital internacional, bem como interesses sedimentados no aparelho de Estado.

No mundo inteiro, o nacionalismo ressurge com força, dada à frustração com a globalização “financeirizada”, que não consegue dar respostas para a grave crise. No Brasil, a aposta míope, ideológica e anacrônica nessa inserção subalterna “às cadeias internacionais de valor” poderá provocar, com o tempo, reação semelhante.

O fato concreto é que essa emergente luta nacional possibilitaria a agregação de segmentos bastante amplos e diversificados, como sindicatos de trabalhadores, empresários nacionais, diplomatas, militares, engenheiros, cientistas, petroleiros, prestadores de serviços, bancários, etc.

A exploração sistemática dessa luta nacional abre a possibilidade de alianças táticas com grupos e setores que não estão ainda envolvidos na oposição ao golpe.

Esse “entreguismo” caolho, ignorante e beócio, somado à inevitável continuidade da crise, que tende a permanecer e a se agravar com o ajuste permanente proposto pelo governo golpista, poderá sepultar, mais cedo do que se esperava, a agenda regressiva e irracional do golpe.

Aos poucos, a névoa de ódio contra o PT e a esquerda começa a se dissipar e cede lugar à saudade dos dias melhores do “Brasil para Todos” e a um sentimento amargo de que muitos dos que estiveram nas ruas foram ludibriados pela “turma da sangria”.

Muitas mentiras podem ser vendidas, especialmente quando se tem o controle da mídia. Mas, quando se tenta vender um país inteiro, a única verdade sempre aparece. E, no caso do golpe contra o Brasil, ela é muito feia.

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Cunha emplaca ministro: ele tem a força sobre Temer

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Fui colega deles na Câmara, vi como atuavam. Basta pesquisar a quantidade de medidas provisórias que o Temer despachou ao Cunha para que ele pudesse incluir o que no jargão parlamentar chamamos de “jabuticabas”, emendas ilegais para gerar privilégios a grupos econômicos dos quais eles tomavam dinheiro. Cheguei a denunciar aos berros um desses casos na tribuna […] Naquela ocasião, Cunha havia apresentado uma emenda, dentro de uma medida provisória que não tinha nada a ver com o assunto, para criar um crédito de devolução de IPI de exportação, com um impacto de 80 bilhões de reais nos cofres da União. […] Em outro episódio, chamei Cunha de ladrão. Ele me processou e arrolou Temer como testemunha. Na verdade, Temer é o homem do Cunha, e não o inverso. Ciro Gomes, em entrevista

Marcola tem muito a aprender com Cunha, o preso mais poderoso do País

por Jeferson Miola

Eduardo Cunha tem razões de sobra para se sentir o presidiário mais poderoso do país. Os motivos para isso são mais que justificáveis:

sua turma na trama golpista, que o ministério público federal diz ser a organização criminosa identificada por alcunhas nas planilhas de propinas da Odebrecht, está no centro do poder: Michel Temer, o MT; Eliseu Padilha, o Primo; e Moreira Franco, o Angorá – Geddel Vieira Lima, outro parceirão do time e colecionador de desvios e crimes, já foi ejetado do Planalto, e em breve poderá fazer companhia a Cunha;

Gustavo do Vale Rocha, seu advogado e também advogado da Marcela Temer na censura das notícias do hacker, foi indicado por Cunha e nomeado pelo “Primo” como Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, um dos cargos mais influentes do governo federal;

o tucano plagiador Alexandre Moraes, seu outro advogado e também advogado de uma cooperativa de vans associada à organização criminosa PCC [Primeiro Comando da Capital], foi escolhido para compor a “solução Michel” no STF; e

Osmar Serraglio, aquele seu amigo e defensor incondicional, que um dia disse que Eduardo Cunha “merece ser anistiado” [sic], porque “exerceu um papel fundamental para aprovarmos o impeachment da Presidente Dilma” [sic], acaba de ser nomeado Ministro da Justiça pelo presidente usurpador.

Mesmo estando preso em Curitiba, Temer preservou outras pessoas indicadas por Cunha em postos importantes da administração federal.

Marcola Camacho, a liderança do PCC que comanda a ação criminosa mesmo de dentro de uma penitenciária de segurança máxima, deve estar aguardando com ansiedade a hora de estagiar com Eduardo Cunha em Curitiba.

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Publicação de: Viomundo

O manifesto contra a guerra de Doria aos mais pobres

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DORIA E A DECISÃO DE SER CRUEL COM OS MAIS POBRES DOS POBRES

São Paulo assiste em silêncio ato de extrema violência.

O Decreto de n.º 57.581, de 20 de Janeiro de 2017, (publicado no Diário Oficial do Município em 21 de Janeiro de 2017), editado pelo Prefeito João Doria, eliminou artigo existente em  decreto anterior e   dirigido aos servidores públicos municipais, proibindo – os  de retirar das pessoas em situação de rua seus colchões e cobertores e  é exemplo do desinteresse político em mitigar  este  grave problema social  e da utilização de meios que apenas agravam o sofrimento desses pobres.

São Paulo possui hoje mais de 16 mil pessoas  em situação de rua, inclusive muitas famílias. As causas desta tragédia cotidiana vão desde pessoas com problemas psiquiátricos a trabalhadores atingidos pela avassaladora crise econômica.

A realidade cruel da vida desses seres humanos, que não possuem voz nem representantes e que  tem merecido de parte da  sociedade o mais evidente desdém, quando não serem tratados como estorvo, será agravada ao extremo com esse Decreto do prefeito Dória,  que a pretexto de “apreensão” resulta em um insulto à dignidade humana, além de evidente desrespeito ao direito de propriedade.

A alegação do Senhor Prefeito de que esse Decreto foi editado, mas que não será cumprido é de um absurdo completo.

Não se editam normas para que não sejam cumpridas. O fato é que  servidores municipais, com a retirada da proibição,  estão autorizados a essa prática que será utilizada sim, principalmente contra aqueles que  estejam em logradouros situados em  áreas mais valorizadas da cidade.

Nem se alegue que se trata de um “estímulo”, para que a população de rua  se dirija  aos abrigos municipais.

Hoje, os abrigos municipais possuem vagas muito abaixo da necessidade de atendimento. Ou seja, não há vagas suficientes nos abrigos, cuja precariedade e desumanidade merecem outro destacado protesto.

A sociedade diante dessa ilegal arbitrariedade não pode se omitir e deve tomar todas as medidas cabíveis para que esse Decreto seja revogado, restabelecendo a legislação anterior.

As entidades abaixo assinadas conclamam que todos se mobilizem para que a revogação do Decreto 57.581/17 seja efetivada imediatamente, pois o inverno se aproxima e tragédias certamente acontecerão.

São Paulo, 20 de fevereiro de 2017

Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, CJP/SP;
Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo, CSDDH;
Comitê Contra o Genocídio da Juventude Preta, Pobre e Periférica;
Grupo Tortura Nunca Mais do Estado de São Paulo, GTNM-SP;
Mandato Toninho Vespoli;
Pastoral da Educação da Arquidiocese de SP;
Pastoral Fé e Política da  Arquidiocese de SP;
Pastoral da Moradia da Arquidiocese de SP;
CEDECA Sé;
Núcleo Maximiliano Kolbe, NMK:
Centro de Apoio e Pastoral do Migrante, CAMI;
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, IEAB;
Caritas Arquidiocesana de SP
Pastoral do do Menor da Arquidiocese de SP
Pastoral Indigenista
Pastoral da Mulher Marginalizada
Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB/Regional SP
Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça, CPMVJ
Democracia Corintiana, CDC

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Brasil, Nação soberana ou mero protetorado

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Brasil: Nação soberana ou mero protetorado

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A segunda Guerra Brasílica

por Fernando Rosa*, no Senhor X

Em entrevista ao jornal Valor, o Comandante do Exército, general Villas Bôas, fez um diagnóstico contundente da situação do país atualmente.

“Somos um país que está à deriva, que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser”, disse ele ao jornal.

Tal avaliação é fundamental para entender o Brasil e seu papel no cenário econômico e político que se abre com o “fim do mundo unipolar“.

Em suas palavras, antes de mais nada, está o compromisso histórico das Forças Armadas com os destinos país, nunca abandonado pelos militares brasileiros.

Segundo Villas Bôas, “o país perdeu sua identidade, o sentido de projeto e ideologia de desenvolvimento”.

As suas palavras expressam uma verdade e, mais do que nunca, a recomposição do sentido de Nação é tarefa de todos os patriotas dispostos a superar preconceitos e olhar para o futuro.

Em palestra em uma universidade de Brasília, em 2016, o próprio general Villas Bôas identificou na origem desse processo a falsa bandeira da Guerra Fria que, em outros tempos, dividiu a Nação entre civis e militares.

A gravidade da crise nacional e internacional, portanto, impõe que todos assumam a defesa do Brasil, para não incorrer no mesmo erro histórico.

A bandeira da Nação não pode, e não deve, ser propriedade de nenhum setor político, econômico ou social.

Assim, o Brasil precisa resgatar suas mais importantes experiências históricas, que vêm de Getúlio Vargas, do general Ernesto Geisel e, mais recentemente, de Lula.

Vargas foi responsável pela construção do Estado moderno, enquanto Geisel assentou novas bases para a infraestrutura e Lula democratizou o acesso da maioria do povo ao desenvolvimento.

Nos três casos, o interesse nacional independente e a projeção soberana do Brasil no cenário mundial estiveram no centro dos respectivos governos.

O Brasil está sob ataque de uma “guerra assimétrica” com objetivo de destruir o Estado Nacional e subjugar a Nação aos interesses do sistema financeiro internacional.

Não por acaso, a Operação Lava Jato mirou a indústria de defesa em seus primeiros “bombardeios”, condenando o Almirante Othon à “prisão perpétua”.

Em sua “missão” lesa-Pátria, segue arrasando a indústria nacional de infraestrutura e a política de conteúdo local, herança de Geisel.

O sentimento de estar “à deriva”, em boa parte é fruto da situação política criada a partir da radical mudança política, econômica e social imposta pelo atual governo.

Atrelar os destinos do Brasil aos interesses do capital financeiro internacional, e seus representantes derrotados nas eleições norte-americanas, está cobrando o seu alto preço.

“Calabares” modernos, os traidores da nova “Guerra Brasílica” apostam na destruição do país para cumprir o “pacto” antinacional.

A exemplo da “Guerra Brasílica”, mais do que uma batalha momentânea contra um golpe paroquial, enfrentamos um ataque sistemático contra o Estado e a nacionalidade brasileira.

Primeiro ato constitutivo da Nação brasileira, a “Guerra Brasílica”, no século XVII, uniu índios, negros e portugueses em defesa da manutenção da integridade do território nacional.

É dessa experiência histórica ainda a postura intransigente contra os traidores, como Calabar.

Novamente, o Brasil está no centro das mudanças da geopolítica mundial, deflagradas com a falência da globalização, e radicalizadas com a vitória de Donald Trump nos EUA.

A afirmação do país no BRICS, a presença econômica e política no cenário mundial estão em jogo, definindo a nossa existência enquanto Nação soberana ou mero protetorado.

Um raro momento histórico, uma “janela de oportunidades”, que exige de todos os patriotas coragem, desprendimento e, principalmente, compromisso com os brasileiros.

Nenhum país do mundo, e menos ainda um país com a dimensão e a história do Brasil, consegue sobreviver sem um Projeto Nacional, e subordinado a interesses externos e internos menores.

Menos ainda, sem contar com Forças Armadas fortes, robustas, instrumentalizadas tecnologicamente, capaz de impor respeito e afirmar os interesses nacionais.

A PEC 55 abriu o caminho para desestruturar as Forças Armadas e transformá-las em mera “força policial”, capitães do mato do “exército invasor”.

Antes que, inclusive as Forças Armadas sejam comprometidas pelo processo de destruição do Estado Nacional, é urgente reagir ao desastre anunciado.

A vocação de grande Nação do Brasil está profundamente ameaçada por interesses alheios ao país, ao povo, à independência e à soberania nacional.

A hora, portanto, é de unir todos os brasileiros, a exemplo de outros momentos da história em que a Pátria esteve sob risco.

“Si vis pacem para bellum”, é sempre bom lembrar.

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